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Ajudar os outros

Quando ajudar outra pessoa significa a nossa auto-destruição, então, não estamos agindo em função do amor e sim do desamor ao outro e a nós mesmos. Talvez até da vaidade e da auto-afirmação social. Quando a “ajuda” ao outro representa passar por cima de si mesmo, se auto-anular, ficar mal, sugado, sentindo-se um lixo, isso não é ajuda real, é o ego em ação, ao que me parece.
 
Primeiro precisamos ter energia sobrando para ter o que doar, como fala o Arly Cravo. Mas não dá para termos energia sobrando quando o outro nos suga completamente e nos coloca em contato com nosso pior lado, tamanha a desafinidade entre os egos. Que ajuda verdadeira podemos dar se ficamos quase destruídos no convívio com alguém? A gente tem que ajudar sim sempre, do JEITO POSSÍVEL. Muitas vezes, o único jeito possível no momento, é o envio de boas energias à distância.
Por isso, por amor próprio e amor ao outro, precisamos aprender a estabelecer a distância saudável de modo que a relação fique genuinamente amorosa. Assim, seremos um canal de amor para nós mesmos, para o outro e para o mundo todo, pois não haverá o convívio conflituoso entre egos. Não poderemos ser um canal de amor se estivermos sugados, não é mesmo?
 
Entretanto, para quem mede o amor pela percepção social, enviar luz à distância não é suficiente. Parece algo bobo, ingênuo, negação de ajuda, talvez porque a pessoa não saiba o que é amor. A pessoa que desconhece o amor, sempre vai querer enquadrá-lo num conceito socialmente estabelecido: ” Quem ama faz isso, quem ama faz aquilo”. E mesmo se você rezar na sua cartilha, ainda será pouco, porque a pessoa nunca estará satisfeita, ela vai querer sempre mais. E se você fizer mais, ela vai te julgar e irá querer mais, porque você NUNCA será bom o suficiente. Quanto mais você fizer, mais a pessoa se queixará, se vitimizará e te culpará. Ou seja, o exercício do amor é confundido com exercício de poder social. Essa supervalorização do conceito socialmente estabelecido em detrimento do amor genuíno, é mais um sinal da imensa desafinidade entre os egos, o que evidencia a impossibilidade de convivência saudável.
 
Tudo bem, é o nível de consciência da pessoa que vê a vida pela ótica dos papéis sociais e não do afeto. Quem vê a vida através do poder social, nunca terá olhos para reconhecer a expressão genuína do amor. Essa pessoa ainda não enxerga a expressão amorosa, ela enxerga o cumprimento ou não de papéis. Por mais que você reze, envie boas energias, vibre luz por ela e exerça o amor possível…para ela é pouco e sempre será.
 
O importante é que a gente não se submeta a relações destrutivas para agradar ninguém, nem para atender a uma demanda social. Saibamos seguir nossos corações sempre e pagar o preço dessas escolhas com a consciência limpa de estarmos em consonância com a nossa essência, fazendo sempre o melhor que podemos de acordo com nossas limitações. Aos olhos de pessoas que estão sempre cobrando e responsabilizando o mundo por seus problemas, sendo incapazes de olharem para si mesmas e se perceberem como co-criadoras das suas realidades, por melhor que sejam nossas intenções, seremos sempre algozes. Elas projetam a própria sombra nos outros porque olhar para dentro dói demais. Para olharem para dentro, teriam que passar por cima do próprio orgulho, desenvolver humildade e elas tem muita resistência a isso, então, preferem culpar o mundo como crianças mimadas: “Estou mal porque fulano fez isso, ciclano fez aquilo”. O imenso narcisismo impede o desenvolvimento de uma percepção saudável e madura da realidade. São pessoas competitivas, que estão sempre focadas na guerra e não no amor. E tudo bem, cada um enxerga aquilo que consegue enxergar de acordo com seus condicionamentos, está tudo certo. Tenhamos compaixão por elas e por nós mesmos.
 
Continuemos enviando luz para essas pessoas mesmo quando sentimos que estão sendo profundamente injustas conosco através de difamação e calúnia. Até porque, muitas vezes, nós mesmos nos comportamos assim e precisamos de luz, não é mesmo? Estamos todos aprendendo.
 
Seja como for, o que vale é estarmos vibrando amor para nós e para o mundo, do jeito que podemos e sabemos.
 
Haja meditação! Haja autoconhecimento!
 
Somos UM! Estamos todos conectados!
 
Com amor, leveza e alegria.
 
Gisella Vallin
 

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1 responder
  1. Marcelo Baptista
    Marcelo Baptista says:

    Olá.
    Eu discordo frontalmente de “controlar” quem eu ajudo. E não permito que as pessoas usem o meu perdão como um tipo de salvo-conduto para fazer o Mal. Eu não diria calúnias, posso estar errado, nesse caso assumo o erro e aprendo. Mas se calar diante do mal é ajudar e me torna cúmplice. Respeito as escolhas de todos, até as que considero erradas.

    Responder

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