Post 2-B

As armadilhas de ego – O cético leal

Você é do tipo fiel, agregador e amigo constante. Você dá o máximo de si pelo bem do conjunto e tem a visão de águia, capaz de prever os melhores caminhos para você e para aqueles que estão sob seus cuidados. Com sua capacidade genuína para planejar e mitigar riscos, conviver com você é um grande conforto para quem não possui tantas habilidades para prover segurança. Você passa a sensação de conforto e cuidado, proteção e zelo, confiabilidade e ética. Todos querem ser seus amigos e fazer parte do seu grupo, pois sabem que estarão perto de alguém que lidera pelo exemplo, pela influência, pela orientação.

Você tem dentro de si duas preferências de comportamento social, que convivem muito bem. Algumas vezes, precisa de certo isolamento para se reabastecer e repensar estratégias de posicionamento. Outras, precisa genuinamente voltar para grupo, se relacionar e criar benefícios para uma causa importante. É como se precisasse voltar para dentro para respirar e depois caminhar para fora, para oferecer. Tem uma compreensão sistemática da vida e consegue explicar seus pontos de vista com muita maestria e didática. Sua capacidade de comunicação estruturada é seu ponto forte para liderar, ensinar e construir.
 
De olho no futuro! De olho no perigo! Fonte de segurança para o outro, fonte de estresse para você mesmo. De tanto estar com sua atenção fora do momento presente e fora da realidade, coloca a si mesmo em estado de constante alerta, como se estivesse na iminência de um perigo real, 24 horas por dia. Sob o pretexto trazer segurança para a vida, constrói um mundo perigoso para si e começa a conviver em estado crônico de negatividade, sempre olhando o lado perigoso, o negativo, o que precisa ser ajustado, o que ainda falta. Falta o olhar na gratidão pelo que já tem, falta o prazer pelo inusitado, pelo não planejado. Falta um pouco do desejo pela surpresa da vida e pela arte de flexibilizar diante daquilo que nos foge aos planos que fazemos.
 
E assim, sua vida vai sendo criada e reconstruída, dia-a-dia, dentro de uma caixinha de segurança, onde normas e regras precisam ser cumpridas para te fazer respirar com tranquilidade. E assim, os dias vão passando enquanto você está olhando para o que ainda não chegou ou para aquilo que chegou, mas que precisa ser consertado. E você nem vê: como se previne da vida, como se priva de ser, como se protege dos outros, como não se permite tentar e errar. E você passa os dias sem sentir que nem se permite sentir e se soltar no mundo dos imprevistos e das surpresas que fazem nascer as borboletas no estômago. E se não prestar atenção, nem percebe que começa a nascer em você um tédio, um sentimento morno, um cansaço de sempre ser e estar no mesmo lugar, do mesmo jeito, com os mesmos escudos, dentro de uma bolha – enquanto vê as outras pessoas vivendo num mundo mais colorido, leve e despretensioso. E você nem vê que esse lugar também é para você – o lugar de tentar e não conseguir – o lugar de experimentar e aprender – o lugar de soltar e desenvolver.
Você pensa e acredita que o mundo é perigoso, que as pessoas são ameaçadoras. Você pensa e acredita que para viver é preciso se proteger. Você pensa e acredita que esse seu jeito de sobreviver e o único possível para te manter vivo e tranquilo a cada dia. Você pensa e acredita que só pode entregar se for perfeito, se não houver chance de errar. Você pensa e acredita que viver no risco é uma aventura desnecessária e que não é para você – não tem muito para te ensinar. “Para que me soltar, se posso prever e eliminar o risco? Para que esperar, se posso antecipar? Para que construir enquanto tento e erro, junto com o mundo, se posso fazer até estar perfeito e me livrar do julgamento dos outros? Para que me colocar tão frágil na vida e admitir que também não sei, que também posso errar, que também posso me machucar? Qual a beleza que existe na fragilidade, na vulnerabilidade?”
Você sofre hoje porque acredita que seu valor existe somente na medida em tem segurança e perfeição. Você sofre hoje porque precisa se proteger e quando mais se protege, mais perigos imagina, sofrendo cada vez mais. Você sofre hoje, pois ainda criança se sentiu desprovido, desprotegido, acuado, invadido no seu espaço interior – e naquela época ganhou um pouco de paz quando aprendeu a se defender, se precavendo de tudo o que pudesse dar errado, construindo meios de se proteger do perigo de viver e se relacionar com o outro. Você sofre hoje, porque agora sua alma não precisa mais dessa prisão e está pedindo para sair, para sentir, para se expor, para se abrir, para se relacionar com profundidade. Você está com medo, mas sua alma grita para sair – se sente no penhasco com vontade de se jogar! Você sofre hoje porque se esqueceu quem você é – de verdade!
 
Se reparar bem, você vai ver que vive no medo e que aumenta demasiadamente as cores cinzas da vida. Vai reparar que deixa de viver e ser, justamente para viver e ser. E nesse jogo de esconde-esconde, entra num estado de vazio que um dia te coloca contra a parede – é a sua alma te convidando para sair da bolha – é a sua alma te convidando para o casulo se transformar em borboleta colorida.
Eu te convido a despertar, eu posso te contar tantas coisas e te chamar para muitas experiências:
Posso te mostrar que a vida é linda quando nos permitimos ser tocados por ela, de todas as formas que ela puder nos tocar. Posso te falar que a dor vem e, do mesmo jeito, ela vai e nos deixa lições valiosas. Quero te lembrar que o maior perigo que existe é deixar de viver e de aprender, enquanto você passa seus dias escondido em si. Te falo com certeza que você pode hoje ser, fazer, tentar e errar sem risco algum – que você é amado incondicionalmente pela vida! Meu amigo, o erro, o risco, o inusitado fazem parte da vida e nos ensinam grandes virtudes: a flexibilidade , a coragem, a criatividade, a alegria, a contemplação, a gratidão!
 
Minha alma amiga, o pior julgamento que existe é o seu, quando você não se ama o suficiente para se aceitar na beleza de ser frágil, de ser somente um aprendiz. Eu te lembro hoje que a vida não começou no seu primeiro suspiro e nem vai acabar no seu último piscar de olhos físicos – esse é só um caminho e você tem tanto ainda para aprender, como todos nós.
 
Te chamo a se permitir e te lembro que você é merecedor de toda a benevolência da vida. Te falo que todos os perigos da infância não existem mais e que hoje você cresceu. O colo que sente falta está em você! Te coloco um desafio de reencontrar com sua criança interior, aquela amedrontada e acuada que ainda mora no seu coração. Chame por ela, olhe nos seus olhos e diga com todo seu amor: Eu te vejo! Estou aqui para você! Não existe mais perigo!
 
Abro seus olhos agora e te mostro udo o que te falta e tudo o que vai te colocar em paz novamente: A FÉ!
 
Só assim você vai conhecer a magia da vida, que te coloca em suas asas protetoras, sempre que você salta no escuro com confiança no coração!
Se eu pudesse gravar uma mensagem no seu coração seria:
 
Arrisque, tente, erre, se permita ser tocado e fragilizado. Vivencie sua fé!
O Eneagrama é uma ferramenta poderosa que pode te ajudar a sair do seu padrão de comportamento. Entenda um pouco mais no meu site www.alessandrariscado.com ou envie um email para ariscado@hotmail.com.
 
Alessandra Riscado
 

alessandra-riscadoAlessandra Riscado
Coach e terapeuta para autoconhecimento e autogerenciamento pessoal e colaboradora do Movimento PENSO POSITIVO.
www.alessandrariscado.com

 

 

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