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O que podemos aprender com esses eventos terroristas em Paris?

Esta tragédia parisiense que aconteceu a pouco, nos obriga a uma profunda reflexão, neste momento único que nosso planeta está vivendo. Estamos saindo da Era de Peixes e entrando na Era de Aquários, um momento único de Mudanças profundas no Planeta, nos trazendo informação e ajuda do Plano Espiritual para que finalmente nossas consciências sejam despertas.
 
Despertar a Consciência significa compreender quem realmente somos e o que estamos fazendo aqui nesse planeta. Somos consciências crísticas, seres divino e perfeitos em pleno processo evolutivo à caminho da iluminação. A única coisa que nos difere um dos outros é apenas o estágio evolutivo que nos encontramos.
 
A verdade de que habitamos um planeta escola e que atraímos todas as experiências necessárias à nossa evolução já é uma certeza para aqueles que estão se tornando consciências despertas.
 
“Tragédias” como essa devem ser compreendidas como experiências necessárias para a evolução de todos os envolvidos e do próprio planeta Terra. A morte não existe, somos consciências imortais que apenas mudamos de dimensão conforme nossas necessidades. Fatos como esse são cuidadosamente supervisionados pelo Plano Espiritual e têm a sua razão de ser. O acaso não existe.
 
Reagir com a mesma violência, pagando na mesma moeda é apenas mostrar que somos seres iguais na inconsciência.
Muitos são aqueles, inclusive governantes de países poderosos que apoiam uma retaliação armada como solução para o fim desse tipo de ação.
 
Retaliar é a melhor solução?
 
Não retaliar é nos acovardar e dar espaço para que eventos semelhantes continuem a acontecer?
 
Enquanto continuarmos com a mesma vibração que nos levou a essa situação, nada mudará. Continuaremos criando da mesma forma esse mundo ao qual tanto reclamamos.
 
Em episódios como esse vale a pena lembrar de uma consciência desperta chamada Mahatma Gandhi, que outrora disse: “A força de um homem e de um povo está na não-violência, experimentem”.
 
Suas ideias, sua conduta e sua forma de lutar (discurso e ação) libertaram mais de 700 milhões de indianos e muçulmanos do jugo, da opressão e do domínio do império inglês, sem o derramamento de uma só gota de sangue da sua parte.
Mas o que é a não-violência? Em que consiste a sua prática?
Nas seguintes palavras textuais de Gandhi entenderemos melhor qual é a essência do pensamento-ação da não-violência:
 
“O que quer que façam conosco, não iremos atacar ninguém nem matar ninguém; estou pedindo que vocês lutem, que lutem contra o ódio deles (do governo inglês), não para provocá-los. Nós não vamos desferir socos, mas tolerá-los, e através do nosso sofrimento faremos com que vejam suas próprias injustiças e isso irá feri-los, como todas as lutas ferem, mas não podemos perder, não podemos… Eles poderão torturar meu corpo, quebrar meus ossos, até me matar, então terão meu corpo inerte, mas não a minha obediência”.
 
Estas significativas palavras-atos nos fazem lembrar as sábias palavras do Nosso Senhor e Mestre Jesus há quase dois mil anos:
 
“Vós tendes ouvido o que se disse: Olho por olho e dente por dente. Eu, porém, digo-vos que não resistais ao mal; mas se alguém te ferir na tua face direita, oferece-lhe também a outra” (Evangelho de Mateus, cap. 5: vv. 38 e 39).
 
Estes eternos ensinamentos do Cristo foram interpretados em espírito e verdade pelo Codificador da Doutrina Espírita, Allan Kardec, quando esclarece:
 
“Por essas palavras Jesus não proibiu a defesa, mas condenou a vingança. Dizendo-nos para oferecer uma face quando formos batidos na outra, disse, por outras palavras, que não devemos retribuir o mal com o mal; que é mais glorioso para ele ser ferido que ferir, suportar pacientemente uma injustiça que cometê-la; que mais vale ser enganado que enganar, ser arruinado que arruinar os outros. A fé na vida futura e na justiça de Deus, que jamais deixa o mal impune, é a única que nos pode dar a força de suportar pacientemente os atentados aos nossos interesses e ao nosso amor-próprio”.
(“O Evangelho segundo o Espiritismo”, cap. XII: Amai os vossos inimigos.)
 
Para o ser humano ainda inconsciente tudo isso pode parecer sem sentido mas responder à energia da violência com mais energia de violência, só criará mais violência. Resistir ao mal só trará mais mal à humanidade.
 
A verdade que nos chega nesse momento é que somos seres cocriadores, somos os únicos responsáveis por tudo o que nos acontece e ao nosso planeta. Se chegamos a esse ponto devemos, então, perguntar onde erramos. É extremamente confortável e cômodo colocar a culpa nos criminosos e terroristas. Criamos nossas vidas com base em nossos sentimentos e emoções emanados ao Universo. Que tipo de energia temos lançado ao Universo para termos em troca situações como essas?
 
Está na hora de despertar da ilusão em que estamos aprisionados, está na hora de quebrar esse ciclo de sofrimento, violência e pobreza criados por nós mesmos.
 
Essa tragédia, na verdade, é uma experiência importante para a humanidade neste momento. Tais aspectos ocultos e negativos da humanidade precisam vir à tona para que sejam finalmente entendidos corrigidos e não repetidos.
 
Não repetir um evento como esse só acontecerá se finalmente aprendermos a lição. Reagir à esse tipo de violência com amor e compreensão é o caminho para a quebra desse ciclo.
 
Temos um papel da maior importância nesse processo, nossas vibrações de luz e amor lançadas ao Universo nesse momento só irão fortalecer a camadas vibratórias mais sutis que envolvem nosso planeta e isso interferirá de maneira amorosa no inconsciente coletivo, trazendo mais amor e compaixão e quebrando, dessa forma, esse ciclo negativo de violência, ódio e sofrimento.
 
Está na hora de despertar nossas consciências, está na hora de tomarmos posse do poder de Deus que existe dentro de nós. Está na hora de entendermos que somos todos um e que o mal que fazemos ao próximo, é o mal que fazemos a nós mesmos.
 
Está na hora de construirmos uma vida perfeita baseada na energia mais poderosa que existe: o Amor.
 
Para finalizar, deixo como reflexão duas frases de Mahatma Gandhi:
 
“Se um único homem chegar à plenitude do amor, neutraliza o ódio de milhões”
 
“Aquele que não é capaz de governar a si mesmo, não será capaz de governar os outros”
 
Mahatma Gandhi
 
Por Roberto Legey


Roberto_LegeyRoberto Legey
Empresário, consultor, estudioso da espiritualidade, do processo de mudança de consciência planetária e colaborador do Movimento PENSO POSITIVO.

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