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Por que jogas a tua ira no outro?

Muitas vezes você se sente feliz e relaxado, tranquilo.
 
Até que de repente alguém ao seu lado decide encontrar um motivo bem bobo para entrar em ebulição.
 
Você já viveu essa situação?
 
É bem provável que a resposta seja Sim.
 
Esta é uma situação bem desagradável, que normalmente tira você do seu centro. Tira você do seu estado de bem estar e te coloca exposto às lavas do vulcão do outro.
 
É nesse exato momento que o que conta é seu próprio estado emocional. Como você está internamente vai determinar se você vai ser atingido pelas lavas desse vulcão ou se você vai apenas observar bem de longe o vulcão entrar em erupção e expelir sua lava.
 
O outro só entrou em ebulição porque algo nele precisava de atenção, mas ele não tinha suficiente percepção a respeito de si mesmo para atender sua própria necessidade.
 
Então, como num grito de socorro, esse algo la no centro emerge e grita, esbraveja inclusive, pedindo para ser ouvido. Mas não para ser ouvido por alguém, mas por si mesmo.
 
Se você que estava assistindo a cena se deixou tocar pela ira do vulcão, é porque lá dentro, nas suas entranhas, também havia algo que tinha alguma necessidade não atendida.
 
A maior questão aqui é que quando você se torna agressivo para extravasar sua ira, normalmente você procura culpados lá fora, e joga sua ira neles, ao invés de aprender a ouvir a própria voz interna, que tem algo para lhe dizer, que tem um pedido para fazer, que tem um tesouro interno para ser descoberto.
 
Está tudo bem em entrar em ebulição, mas cuidado para não extravasar sua ira sobre outras pessoas. Ao invés de jogar a ira nos outros, olhe para você, se sinta, perceba qual é o aspecto que você não está permitindo expressar em você. Descubra qual a inflexibilidade em você que impede você de ser relaxado e se entregar ao amor que está disponível neste exato momento.
 
Quando você explode com o outro acaba fechando a porta do outro, que estava aberta para levar o que você mais precisa: amor.
 
Quando você aprende a ouvir a si mesmo, aos seus próprios medos e conflitos, você descobre o que realmente estava mantendo a porta fechada para você ter o que mais precisa.
 
Só você pode abrir essa porta e mantê-la aberta.
 
Não cabe ao outro essa tarefa, não é do outro a tão famigerada culpa, que na verdade é apenas uma ilusão criada para não entrares em contato com a sua verdadeira dor.
 
Cuida do teu amor. E estarás cuidando dos teus relacionamentos.
 
A inflexibilidade é o resultado do medo de permitir que a energia do amor realmente flua na sua vida, é o medo da falta, o medo do monstro chamado perigo. Esse monstro pode consumir internamente ao ponto de acender o fogo da ira. E esse é o maior perigo, pois nesse momento o agente da ira pode machucar pessoas que lhe são queridas, e que sequer podem solucionar a dor de quem as agride. Pessoas essas que não tem que viver sob tensão porque a qualquer hora o vulcão do outro pode entrar em ebulição.
 
Portanto, cuide de si mesmo, cuide para não tornar a vida das pessoas que convivem com você uma tensão contínua.
 
É tão simples conviver em amor. Mas é preciso flexibilidade e atenção em si mesmo. É preciso aguçar os ouvidos internos, e abrir os olhos do espírito para enxergar a si mesmo.
 
Kátia Patrícia

katia-brilhoKátia Patricia Silveira
É escritora, Terapeuta holística de Frequências de Brilho, Maná, Cura Multidimensional Archturiana, Florais de Bach e colaboradora do Movimento PENSO POSITIVO.
Site: www.katiapatriciaonline.com

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1 responder
  1. Shrek Tercero
    Shrek Tercero says:

    Eu tenho a impressão que minha ira é em parte sentimento de culpa do outro. Eu nunca tento que minhas impressões me dominem. Deixo as atitudes das pessoas mostrarem o que elas pensam intimamente. Geralmente essa “raiva”, mostra como a pessoa reagiria ao que fez para mim. Não ficar de falsidade assusta gente falsa. O pior é quando um safado te engana, joga a culpa em alguém e acha que minha higiene é a habilidade dele…

    Responder

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