Post 1-E

Caçando Pokémon pra que?

Será que a realidade que você está observando agora é a mesma que todo mundo percebe?
Existe uma realidade única e independente da sua observação “lá fora”?
As perguntas são curiosas e as respostas a elas ainda mais: Não, o mundo que você percebe é uma criação sua. E não, não há qualquer realidade lá fora se não houver uma consciência observando.
Cada um de nós cria e vive sua própria realidade, pois todos estão participando de uma verdadeira simulação criada por nossas consciências.
A palavra é essa mesmo: simulação. É um jogo interativo e totalmente virtual. Pode parecer que a realidade é concreta, física e palpável, mas é apenas uma ilusão sensorial gerada pelo Todo para que possamos interagir neste ambiente virtual em que todos nós nos encontramos no agora.
Há muitos momentos em que interagimos com outras consciências, mas mesmo nessas ocasiões existem inúmeras possibilidades a serem vivenciadas por cada um dos participantes desta simulação coletiva. Por essa razão, podemos passar por crises econômicas globais e até mesmo por guerras sem perdermos a alegria e a prosperidade.
Todas as situações pelas quais vivemos são como um palco onde temos liberdade total para criarmos o enredo, os personagens e os resultados.
Interagindo ou não, cada ser busca no íntimo experienciar aquilo que é relevante para sua própria evolução. Nesse íntimo mora o jogador que tem o controle nas mãos e a habilidade necessária para “subir de nível”: a Essência.
Nesta simulação chamada Vida, só existe você. Nada mais. Os outros são participantes que você convida ou permite em sua experiência. Todos, sem exceção, são trazidos à sua realidade por afinidade vibracional.
Olhe para sua realidade. As pessoas, coisas, eventos e situações são obra sua. Sejam negativos ou positivos, agradáveis ou desagradáveis são criações suas. Quando aceitar isso, tudo vai mudar. Não haverá mais queixa, raiva ou infelicidade em sua vida.
Por isso, em termos de evolução não há certo ou errado. Toda experiência gera um aprendizado que, quando aceito e integrado, leva à elevação da consciência.
Para que essa dinâmica seja possível, contamos com o livre-arbítrio, a capacidade de fazer escolhas conscientes.
A humanidade tem uma ampla faixa de livre-arbítrio. Consegue desde escolher o que vai vestir pela manhã até deflagrar uma guerra mundial. Não é preciso dizer que toda escolha tem um preço, mas é sempre bom lembrar que o preço não é determinado por alguém poderoso e cruel lá longe, mas sim pela própria consciência da pessoa que tem gravada em seus registros tudo o que é bom, belo e justo. Desde sempre, qualquer consciência tem a mesma in-formação que a essência do Todo.
Qualquer ser é amor e inteligência, pois esta é sua natureza. Quando renega ou se desvia de sua natureza, acaba por sofrer. É sempre um sofrimento auto-imposto e não um castigo. Quando se aceita isso, acaba o sofrimento, pois a mudança de vibração de uma pessoa está sempre em suas mãos. Sempre.
É possível vibrar amor em uma doença, em uma prisão, na falência, no abandono, na solidão. Não há condições para ser o amor que já se é. É necessário apenas não represá-lo, aguardando a ocasião ou a pessoa especial.
Devido ao atual nível de consciência da maioria, é claro que predominam as escolhas feitas pelo ego. Basta ver a quantidade de problemas pessoais e coletivos por aí.
 
O ego de uma pessoa é apenas um processo mental limitado, que tem respostas condicionadas ao passado (velhas e sem criatividade) e uma visão parcial sobre tudo. O ego sabe o que é melhor apenas para ele próprio e não para a totalidade do ser.
Quem sabe o que é melhor para o ser como um todo é a Essência, que tudo sabe, pois é o próprio Todo individualizado. A Essência, em última análise, é a responsável pela criação das experiências mais importantes para cada um de nós. Podemos fazer tudo errado pelo ego, que a essência dá um jeito de desviar o curso das coisas para que tomemos o rumo certo para nós, naquele momento em particular.
Isso explica o que acontece em certas ocasiões, quando não atingimos nossos objetivos, mesmo fazendo todo o possível para alcançá-los. Se os objetivos foram traçados pelo ego e não estão alinhados com a sua Essência, não se cumprirão.
O verdadeiro livre arbítrio, amigos, se resume a uma só coisa: deixar fluir ou resistir ao infinito potencial criativo que existe em cada um.
Cabe ao ego aceitar ou não o que a Essência oferece como experiência. Esse deveria ser o Pokémon a ser perseguido, encontrado e chocado.
Mabel Cristina Dias
 

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