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Como sermos pessoas emocionalmente saudáveis

Encontrar harmonia emocional não precisa ser um trabalho maçante. Quando olhamos para os conflitos como possibilidades, a vida simplifica e diminuímos a ansiedade, podendo desfrutar de viver mais no presente momento, desta forma, não nos obrigamos a corresponder todos os estímulos demandados pela vida no trabalho, na sociedade, no lazer, na família e até por nós mesmos.
 
Além do mais, quando percebemos que as obrigações esvaziam nossos desejos, podemos lidar de uma forma diferente com o ócio e o ofício na vida cotidiana, flexibilizando assim, as exigências de ter uma resposta certa para tudo. Além disso, quando olhamos para o erro como parte do acerto e as perdas como condição de ganhos de novas experiências, nos tornamos mais humanos, autônomos, amorosos e verdadeiros na vida.
 
Ter o hábito de questionar o sentido das nossas escolhas por meio da afetação, nos liberta do medo de mudar quando necessário, mesmo que isso implique renúncias, nos trazendo mais liberdade de como lidar com nossas emoções, por conseguinte, visando a qualidade de vida. Outros reforçadores que podemos encontrar em nossa saúde psicológica e emocional, se implica em nos entregar ao encontro buscando se afetar e dar afeto, com o acolhimento das diferenças do outro como forma de conhecimento desse outro e de nós mesmos, nos dando a chance de nos diferenciarmos de nós mesmos, investindo no movimento que a vida nos traz, possibilitando um amor real em detrimento do ideal, perfeito e ilusório que nossa cultura atual nos exige.
 
Atividades esportivas, viagens, a companhia de pessoas por empatia e afeto ao invés de conveniências, escolher situações e programas que alimentam a alma e fomentam a autoestima nos impulsiona a satisfação por uma escolha, independente do julgamento alheio, desta maneira, podemos ter uma vida mais saudável. A prevenção de vícios e compulsões e poder ser amado, protegido, investido e olhado como outro pelos nossos pais ou cuidadores, principalmente na primeira infância, momento que temos a possibilidade de viver a onipotência apoiada nos cuidados dos pais, para mais tarde na vida lidar com a impotência inerente a ela, assim sendo, essa experiência de amor nos possibilita nos afetar e ser afetados.
 
Uma vez que as compulsões em geral, apresentam-se como não condição de elaboração e impossibilidade de simbolização denunciando assim o sofrimento e a falta de investimento de um outro para nos tornarmos humanos, o psíquico pode apresentar falha ou não constituição em algum ponto, impossibilitando o desenvolvimento de alguns recursos para lidar com as adversidades da vida posterior a infância, e com isso os sintomas trazidos pelas doenças do vício se apresentam como expressão da falta traumática de amor e afeto em algum momento da constituição psíquica do sujeito.
 
Fabiana Benetti

Fabiana Benetti Psicóloga clínica, psicanalista e especialista em psicossomática. Facebook: https://www.facebook.com/PsicologaFabianaBenetti/ E-mail: fabianabenetti@hotmail.com

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