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Compaixão: um caminho ao perdão

Sentimentos tão característicos de ser humano: ser imperfeito, ter errado, sentimento de, em algum momento, ter se desviado e ido pelo “trajeto torto”. Quase um sentimento de pecado, de ter violado uma regra. Junto a toda essa imperfeição, vem a própria insegurança da vida, de, simplesmente, não termos a certeza se agimos de maneira certa ou errada, do que será do amanhã. E agimos e erramos e seguimos.
 
Mas do que é feita a vida, senão de testes? Dessas oportunidades de errarmos para acertarmos mais adiante?
 
Caminhamos com toda essa imperfeição que está dentro de nós e com a incerteza se estamos acertando ou não. Nos julgamos, às vezes, cruelmente e, muitas vezes, por medo do julgamento alheio, nos afligimos com algumas de nossas decisões.
 
Algumas, até temos a certeza que erramos, outras, ficamos em dúvida e, em outras, temos a certeza que acertamos. Mas errando, estando em dúvida ou acertando, estaremos julgando. Em qualquer caso, há um julgamento.
 
E se, talvez, pudéssemos, simplesmente, ter compaixão por nós?
 
Pois quantas vezes temos compaixão por outros que, muitas vezes, fizeram algo ainda pior, segundo esse nosso impiedoso julgamento?
 
E a nossa compaixão? Onde ficou nosso Amor, nossa leveza?
 
Deixamos para os pobres necessitados? Para as crianças inocentes? E se de todos os pobres formos aquele mais necessitado, mais carente sentimentalmente e espiritualmente? Será que não merecemos dessa mesma compaixão amorosa que damos aos necessitados?
 
O nosso julgamento é sempre feito pela necessidade material, e não pela sentimental. E se, talvez, a verdadeira pobreza seja a carência emocional daqueles que, simplesmente, tentam acertar, mas erram diante do nosso próprio julgamento impiedoso para com nós mesmos e os demais?
 
E se ao invés da caridade material, passássemos a olhar para a caridade emocional e sentimental daqueles que sofrem, não pela carência da matéria, mas do Amor próprio, da ausência da autoestima que essa vida de olhares tão impiedosos nos leva?
 
A nossa paz está nesse olhar compassivo ao nos conectarmos com as dores pessoais daqueles que lutam para se perdoar. E, com a humildade de reconhecer nossas próprias dores, vemos em nossos irmãos a oportunidade da verdadeira caridade, que é aquela que o Mestre Jesus nos ensinou. A caridade da alma e do Amor, sem julgamento e sem rancor, simplesmente a partir dessa compaixão, entendendo os sentimentos alheios.
 
E por que não aplicarmos essa caridade sentimental a toda nossa dúvida, às nossas imperfeições? Por que simplesmente não nos aceitarmos como somos, imperfeitos, humanos que passam a vida tentando viver um dia após o outro, e nos equilibramos diante de toda nossa pobreza espiritual? Não merecemos nossa própria compaixão?
 
De todas nossas imperfeições, qual é aquela que mais nos aflige? Onde está nossa grande dor? Onde erramos para merecer esse descaminho?
 
O que temos que ter, Meus Filhos, é a compaixão da alma, a caridade sentimental, o olhar do coração e não do ego, que “aponta o dedo” aos nossos próprios defeitos ao apontar os erros alheios. A caridade, a verdadeira caridade é a do reconhecimento da experiência, seja ela qual for, nos permitindo a aceitação da vida e a compaixão do olhar.
 
Sou Lady Vênus, agradeço a oportunidade de mostrar como os vemos: como aqueles que vivem e não erram, mas experimentam uma linda vida nesse Planeta.
 
Fiquem em paz, Meus Irmãos, na paz da caridade e da compaixão de seus corações.
 
Lady Venus
 
Através de Thiago Strapasson
Em 29.11.2016    
Colaboração: Angelica T. Tosta e Solange Yabushita

Thiago Strapasson
É advogado, consultor, empresário, professor universitário, espiritualista e colaborador do Movimento PENSO POSITIVO.
Email:  thiago.strapasson@yahoo.com.br

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