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Comparações

Não te compares aos outros.
 
Não entre jamais no jogo da comparação.
 
Acaso a rosa vermelha vive a sonhar com a brancura imaculada da rosa branca?
 
Ou a margarida do campo sofre invejando a fragrância do lírio?
 
A comparação é a mãe de muitos sofrimentos desnecessários.
 
Quem se compara com aos demais, vive sofrendo por aquilo que lhe parece faltar.
 
Desejamos ter o que o outro tem; fazer o que o outro faz; ser o que o outro é.
 
Mas cada pessoa é única nas profundezas de uma singular individualidade, e nisso reside a riqueza e a beleza da vida.
 
Como seria a sociedade humana se todos seguissem uma criação de modelo ideal?
 
Onde estaria a diversidade se todos se guiassem pela propaganda do igual?
 
Não compare duas crianças, colocando a outra para baixo, dizendo “fulano é bom, e você está sendo mau”.
 
Preserve suas crianças do cruel jogo da comparação.
 
Sociedades mais avançadas entenderão o grosseiro erro de comparar duas crianças, pois cada qual tem suas qualidades, suas virtudes, seu papel e sua missão.
 
Seria como comparar o jacaré com a cobra, cada um tem seu papel na imensa cadeia do ciclo da vida.
 
Toda comparação visa um modelo ideal que, em essência, é falho.
 
Posto que serve apenas para uma época, um padrão e algumas circunstâncias.
 
A comparação fará parecer que uns são superiores ou inferiores a outros, mas você não é superior e nem inferior a ninguém.
 
Cada pessoa vive etapas distintas dentro das experiências que escolheu para si mesma.
 
Quando te comparas a outros, desconheces suas feridas, suas mágoas, suas fraquezas, a comparação se faz apenas pela superfície das coisas, que retrata apenas um fragmento do real.
 
Tens certeza de que alguém que parece bem, está mesmo bem?
 
És capaz de penetrar nos meandros mais secretos do coração humano?
 
Quem tu julgas no ápice da felicidade humana, pode atravessar tormentas que nem fazes ideia.
 
Não desmereças o que você tem e o que você é.
 
Não dê tanto poder às aparências do outro, e nem retire o poder de ti.
 
Tampouco fique desejando a queda do outro para te sentires melhor.
 
Avança-te a ti mesmo mesmo, no caminho do desenvolvimento, independente das aparências externas de sucesso.
 
Não olhe para os lados, não se deixe desviar do teu caminho focando-se em vias alheias.
 
Cada percurso é único em valor e profundidade.
 
Podes fraquejar na corrida da vida se vês todos a tua frente, e podes sentir-se exageradamente confiante e perder a corrida se vês outros atrás de ti.
 
Não olhe para os lados, pois ninguém veio ao mundo para vencer outros, mas sim para vencer nossos próprios limites; para vencer a nós mesmos e ir além.
 
Deixa de lado, portanto, o jogo da comparação, pois somente assim percorrerás a senda da vida com equilíbrio e paz.
 
Hugo Lapa
 

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