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Educação emocional: Pensar>Agir>Sentir

O Cérebro:

O Cérebro é o órgão responsável pela regulação e controle das atividades corporais. É a sede do pensamento, da memória e da emoção. É ele, portanto, que permite ao homem identificar, perceber e interpretar o mundo que o rodeia. Ele é formado, basicamente, por células nervosas, que se interconectam de forma específica e precisa, formando os chamados circuitos neurais.

A comunicação entre neurônios é realizada pelo envio de produtos químicos, neurotransmissores, pelas sinapses – junções especializadas por meio das quais as células do sistema nervoso mandam sinais formando circuitos biológicos.

Os nossos sentidos (visão, olfato, audição, tato e paladar) recebem informações do mundo que nos rodeia. Estas mensagens são enviadas como impulsos sensoriais.. Dessa maneira, o cérebro as reúne, organiza e armazena. O cérebro também produz hormônios que influenciam outros órgãos e geram emoções de alerta ou bem-estar.

O filtro de percepção do mundo:

O modelo de mundo que temos em nossas mentes é um retrato individualizado do mundo real, desenhado segundo uma ótica personalíssima, que jamais se repete de pessoa para pessoa. Por isso é que dois indivíduos, mesmo que nasçam e sejam criados pela mesma família, compartilhem as mesmas experiências, vivam no mesmo ambiente, leiam os mesmos livros e frequentem a mesma escola, poderão não desenvolver semelhantes modelos de mundo, respondendo de forma diferente ao mesmo acontecimento.

Existem três filtros pelos quais a nossa percepção do mundo é processada: generalização, distorção e omissão. Esses filtros têm como função lapidar a realidade objetiva e conformá-la aos modelos de mundo que temos em mente.

Aplicamos estes filtros para reforçar nossos entendimentos anteriores, de acontecimentos similares:

Generalização: Tomamos uma experiência de referência e generalizamos para todas as outras. A generalização acontece quando uma experiência se torna a base para todas as outras, algumas vezes impossibilitando a pessoa de encontrar exceções e novas descobertas para si e para o outro. “Isso sempre acontece comigo” “Eu nunca falei bem em público”, “Ninguém gosta de mim”.

Distorção: Quando fazemos mudanças em uma experiência, de acordo com a nossa interpretação. Quando utilizamos esse processo estamos julgando comportamento e pressupondo eventos que deem o significado pretendido por nós, não pelo nosso interlocutor. Com as distorções afirmamos conhecer a experiência interna do outro e dar o mesmo significado a duas experiências diferentes. Ex: Ele vai mal na escola… ele tem um problema de aprendizagem.

Omissão: A omissão ocorre quando omitimos parte da informação recebida. É ela que, por exemplo, nos permite prestar atenção no que uma pessoa está dizendo e ignorar todos os demais sons existentes num local de muitos ruídos. Ou então, quando estamos bem humorados e não prestamos atenção às pequenas contrariedades de nossa experiência, como, por exemplo, os semáforos que estavam todos fechados, o trânsito lento.

Após analisarmos esses três mecanismos através dos quais as informações são representadas, podemos entender melhor por que dois indivíduos representam um mesmo fato de formas diferentes. Nós sempre reagiremos às representações que fazemos das coisas e nunca às coisas propriamente ditas.

A origem dos sentimentos:

Ao classificar e armazenar as informações, de acordo com os filtros e mecanismos acima, ocorre uma reação química que faz o cérebro liberar alguns hormônios responsáveis por movimentar o corpo físico. Dependendo da classificação gerada pela informação recebida, o cérebro pode executar um comando de lutar, fugir, relaxar, etc.

Se a classificação feita significa um risco, o corpo recebe uma descarga elétrica através dos hormônios do estresse (Cortisol, Adrenalina), para que esteja em estado de alerta e preparado para lutar. Nesse momento, os batimentos cardíacos são acelerados, a circulação sanguínea é bombeada para os membros do movimento (braços e pernas), as pupilas são dilatadas e toda a sua atenção é focada no risco sinalizado. Existe uma “voz” que grita “Perigo, cuidado”. Chamamos este estado de MEDO.

Se a classificação feita significa uma situação positiva, o cérebro gera os hormônios do bem estar (Serotonina, Dopamina, Acetilcolina e Noradrenalina). Estas substâncias colocam todo o corpo em estado de relaxamento, com a respiração mais lenta e profunda, batimentos cardíacos ritmados e pausados, músculos soltos e mente menos “falante”. O sentimento é de ALEGRIA E SATISFAÇÃO. Neste estado conseguimos pensar em mais de uma solução, fazer planos e concentrar-se no lado bom que se apresenta.

A mudança do estado: Gerando sentimentos positivos:

Como não é possível alterar os conteúdos externos que recebemos e as informações armazenadas e acessadas pela memória (até o momento), para transformar estados negativos em positivos é necessário verificar e alterar os padrões de classificação das informações. É preciso reformular os filtros que utilizamos para entender os acontecimentos.

A plasticidade cerebral permite construirmos novos modelos de pensamento, através de novas conexões neurais. Para isso, é preciso aplicação prática de uma programação mental, de forma a acessar os modelos que usamos e alterar as conexões lógicas criadas até aquele momento. Com essa prática é possível gerenciar nossas emoções, abrindo caminho para o bem-estar, a vontade e a criatividade.

O beneficio de gerenciar nossos sentimentos:

O maior benefício é flexibilidade. Conseguindo expandir nosso mapa para termos mais escolhas, estaremos mais livres e menos influenciáveis.

Com o conhecimento do mecanismo “Estimulo > Pensamento > Sentimento” é possível:

• Silenciar a mente crítica e sabotadora
• Identificar padrões de comportamentos desnecessários
• Interpretar as situações com mais clareza, realidade e serenidade
• Sair dos sentimentos de tristeza e mal-estar
• Criar sentimentos de tranquilidade e bem-estar
• Preparar um espaço mental para criação de novas situações
• Melhorar a comunicação com as pessoas
• Ajudar os outros alterar seus estados negativos de sentimentos
• Ajudar os outros a resolver conflitos e melhorar a comunicação

Alessandra Riscado


alessandra-riscadoAlessandra Riscado
Coach e terapeuta para autoconhecimento e autogerenciamento pessoal e colaboradora do Movimento PENSO POSITIVO.
www.alessandrariscado.com

 

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