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Não precisa ser tão exigente! Sorria!

 Cada vez mais a competição nos joga lá pra baixo. Você tem a sensação de que precisa ser o melhor para se destacar, e de que isso é questão de vida ou morte. Não! Não é! Acredite.
 
Também já fui muito exigente comigo mesma, tinha que ser a primeira em tudo, a melhor, e se não fosse, não seria eu. Se eu falhasse na missão “be the best” era por algum motivo: ou não estava me sentindo bem, ou a culpa foi do outro, ou isso, ou aquilo. As pessoal que estavam a minha volta, sem querer, acabavam demonstrando a decepção quando eu não era a melhor, e isso me deixou várias marcas. Mas quando comecei a ligar o “fod€@*&-se” e tentar tudo o que tivesse vontade, sem a necessidade de ser a primeira, de ser o exemplo, a vida ficou mais leve, mais colorida, mais engraçada!
 
Fala sério, né?! Vai me dizer que uma blusa mal costurada, torta não é engraçada?!?! Ou um desenho quase infantil também não é?!
 
Fica mais fácil ver a beleza das coisas sem ter a responsabilidade de seguir um modelo de excelência. Quando você olha, e vê o que está ali, sem a comparação com o que a gente acha que deveria ser, as coisas ficam muuuuuito mais atraentes, belas.
 
Por isso, até hoje, quando a comida que eu faço fica sem gosto (ainda não firmei uma amizade com o fogão), rio, e como (e faço o resto da família comer também, hehehehe). É muito gostoso nos permitirmos errar.
 
Não há nada de errado em querer fazer as coisas bem feitas, com qualidade, o problema está quando as coisas deixam de ser feitas por se acreditar que não é capaz de fazer perfeito; ou quando, se as coisas não saem perfeitas, você se culpa e isso te traz um sentimento ruim.
 
A amizade com o fogão, com a máquina de costura, ou com o traçado colorido numa folha de papel vem com a leveza de se permitir errar. A perfeição só vem com o treino, quando vem.
 
Crianças nunca se culpam por errar. Para elas, elas não erram.
 
Não há esse problema. Elas simplesmente agem. E são super felizes assim. Quem exige delas e as deixam frustradas e tristes são os adultos.
 
Por que nós também não podemos ser assim: livres e vivos!
 
Renata Lima da Costa
 

Renata Lima
Instrutora de Ioga e estudiosa de vários segmentos da ciência e espiritialidade

Site: http://casadaponte.wixsite.com/sadhana

facebook: https://www.facebook.com/sadhanayogahs/

 

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