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Reprogramando o subconsciente

Temos duas tarefas: reprogramar a nossa memória subconsciente já gravada (já que ela não pode ser apagada simplesmente, segundo o Augusto Cury – Análise da Inteligência de Cristo – Vol.4), e ao mesmo tempo prevenir que se criem novos registros danosos nela.

Para usar a terminologia do Augusto Cury, precisamos “re-editar” nosso inconsciente, que contém o segredo de nossa história pessoal, re-escrevendo nele as nossas verdades, obtidas agora de forma consciente, colocando-as no lugar daquelas crenças que foram incrustadas, não através de nossa escolha, mas pela escolha de outros: nossos pais e antepassados, nossos parentes, nossos “amigos”, nossos inimigos, nossos professores, nossos chefes, nossa cultura, nossa religião, nossos “líderes”, nossos padres, nossos pastores, a mídia, os formadores de opinião, o inconsciente coletivo, e que criaram no nosso mais profundo ser uma memória existencial doentia.

Salvo exceções, provavelmente passamos quase a totalidade de nossa infância e nossa vida deixando nosso subconsciente receber programações externas do tipo: o Brasil é um país pobre, você é pobre, isto não é para você, você é burro, você não pode, você é incompetente, você não consegue, você é feio, você não tem charme, você não é interessante, você é massante, você é sem graça, você é muito desagradável, aqui você não é bem vindo, ninguém aqui gosta de você, você é um zero à esquerda, você não tem sorte, você é inferior, você não merece, você tem que trabalhar muito, você é desengonçado, você é atrapalhado, você não joga nada, se você não se sacrificar não vai conseguir nada, você tem que comer muito feijão ainda para chegar lá, você tem que trabalhar o dobro dos outros para conseguir metade do eles obtêm, para você isto já está bom demais, você?, humpf!, etc, etc, etc.

Existem pessoas outras que escrevem para nós papéis ruins para interpretarmos no palco da vida, e este papel nos é entregue muitas vezes sem percebermos. Algumas fazem isso inconscientemente, outras fazem premeditadamente. Se não estamos atentos, conscientes de quem somos e de quem queremos ser, assumimos o papel sem saber, e isto nos leva à uma armadilha, à infelicidade, e às vezes até à destruição.

Falando francamente, as afirmações do tipo das que citei acima fizeram de nosso subconsciente uma verdadeira lata de lixo, e nós, hoje, no nosso consciente, que pensa, sente, reage, decide, sofremos no instante presente as conseqüências. O que podemos esperar no aspecto externo de nossas vidas, se no aspecto interno estamos saturados destas coisas? Conheço um americano, o Bruce, que define isto muito bem: “Trash in, trash out!”

Sofrer é a palavra certa. Não entendemos porque as coisas para nós são todas truncadas, somos privados do que queremos, ficamos limitados em nossas ações, não temos dinheiro, nossos relacionamentos são complicados e frustrantes.

Sabemos o que queremos, o que aspiramos, mas somos prisioneiros de uma cela invisível mas real, que não nos deixa decolar, muitas vezes não nos deixa dar um passo sequer adiante!

A escolha é, segundo mencionado no livro “Conversando com Deus”: Vamos continuar sendo uma pessoa que resultou apenas do que aconteceu, ou vamos escolher conscientemente o que queremos ser e o que queremos fazer?

“Quando o “eu” consciente é lúcido, ele pode, embora tenha várias dificuldades, abrir as janelas da memória (subconsciente) que contenham estes registros equivocados e re-escrevê-los. Assim, deixamos de ser vítimas de nossa história.”Augusto Cury.

Agora que sabemos, o convite é: vamos passar a escrever a nossa própria história de vida.

“O importante é não desistir da vida. Não vamos ser imediatistas. Não vamos ficar a tal ponto decepcionados que não desejemos mais caminhar. Mesmo com lágrimas, é preciso re-escrever a imagem de nossa vida, com inteligência, tirando tudo o que nos obstrui e nos impede de sermos livres. Quando você menos espera, despoluirá os rios de sua vida, iluminará suas ruas, construirá praças lindas, e será uma pessoa mais feliz!”. (Adaptação livre do texto do Augusto Cury).

“Uma boa técnica para reescrever a memória inconsciente é…atuar nas janelas que se abrem espontaneamente durante nosso dia a dia”, na qual vivemos e percebemos através de nossos sentidos: visão, tato, audição, olfato…

Vamos evitar de todas as maneiras os registros doentios em nossa memória inconsciente, escolhendo, dentre as coisas que se apresentam para nós diariamente, tudo aquilo que vamos observar, o que vamos ouvir, o que falar, o que vamos pensar, e ao que vamos dar nossa atenção. Somente coisas construtivas, bonitas, éticas, valores morais e financeiros elevados, que nos levem para adiante e para cima, sempre!

“A tarefa de re-edição é complexa, demanda tempo, paciência e perseverança”(A.Cury)

Mas vale a pena! Hoje cada um de nós está vivendo o roteiro de nossas vidas, que foi escrito no passado sem as nossas próprias influências. Agora, neste exato instante, estamos elaborando o roteiro de nossa vida futura, segundo o que nós escolhemos. Certamente, daqui a algum tempo, cada um de nós estará desfrutando da vida em aspectos muito melhores e satisfatórios. Vamos aproveitar a oportunidade. Não podemos é desistir agora. Senão, continuaremos a ser coadjuvantes de nossa própria vida.

 

Wagner Woelke

 

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